Terça-feira, 07 de Julho de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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ENTRE ASPAS >

Jornais cubanos celebram 10 anos da volta de Elián

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 29/06/2010 na edição 596


Leia abaixo a seleção de segunda-feira para a seção Entre Aspas.


 


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Folha de S. Paulo


Segunda-feira, 28 de junho de 2010


 


CUBA


Dez anos após volta a Cuba, Elián estuda para ser militar


‘A imprensa oficial cubana celebrou ontem os dez anos do regresso do menino Elián González à ilha, após meses de uma midiática disputa entre Havana e anticastristas de Miami na Justiça americana.


Num relato de uma página, o jornal ‘Juventud Rebelde’ relembrou o ‘drama humano’ com ‘um final feliz’ e afirmou que ‘a dor da tragédia ficou para trás com o carinho dos seus e do seu povo’.


‘Com sua volta, culminava a vitória da Justiça universal e de todos os cubanos, da solidariedade internacional e do melhor do povo americano. [Hoje] Elián vive feliz como qualquer adolescente de 16 anos, com seus irmãos e a sua verdadeira família.’


Segundo o periódico do Partido Comunista, ‘após ter sido usado pelos inimigos da revolução, o vemos vestindo seu uniforme verde oliva como estudante da escola militar, onde se prepara como um futuro oficial das Forças Armadas Revolucionárias’.


A disputa envolvendo o menino Elián teve início em novembro de 1999, quando o barco de emigrantes cubanos ilegais em que se encontrava naufragou. A sua mãe e outras dez pessoas morreram.


Elián, então com seis anos, foi resgatado por dois pescadores americanos e entregue em Miami (Flórida) a parentes paternos que se negaram a devolvê-lo a seu pai na ilha.


O episódio motivou uma disputa na Justiça que mobilizou a comunidade anticastrista e o próprio ex-ditador Fidel Castro por sua guarda.


Em junho de 2000, a Justiça americana decidiu em favor do pai de Elián e do seu retorno a Cuba, onde foi recebido pelo regime como herói.


O caso é considerado a última grande vitória de Fidel, que convocou marchas por Elián e, depois, compareceu a todos os seus aniversários até 2006, quando adoeceu e cedeu o posto ao irmão Raúl.’


 


 


ELEIÇÃO


Folha e UOL fazem debate inédito na web


‘A Folha e o UOL, o maior jornal e o maior portal de notícias do Brasil, promoverão com os três principais candidatos à Presidência um debate eleitoral inédito a ser transmitido em vídeo, ao vivo, pela internet, no dia 18 de agosto. Se houver segundo turno, haverá novo encontro em 21 de outubro.


Já aceitaram formalmente participar Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV). Os três candidatos estarão frente a frente por duas horas e meia, a partir das 10h30 da manhã -quando a internet em geral registra a maior audiência.


Metade do debate será apenas entre os próprios candidatos fazendo perguntas entre si. Um moderador controlará o tempo.


Na segunda parte do debate, os candidatos responderão a perguntas de internautas, que serão coletadas pelo UOL e pela Folha.com ao longo das próximas semanas.


Ao final, Dilma, Serra e Marina responderão a perguntas formuladas por jornalistas da Folha e do UOL.


Com o objetivo de democratizar o acesso ao encontro, todos os meios de comunicação interessados poderão compartilhar e transmitir o sinal de áudio e vídeo do debate. Portais de internet, emissoras de rádio, TVs e outros veículos terão amplo acesso para fazer a cobertura jornalística do evento.


SEM NANICOS


A legislação eleitoral impõe restrições à realização de debates em emissoras de rádio e de TV. É necessário convidar todos os candidatos cujos partidos tenham eleito deputados em 2006 e continuem com representação no Congresso. Há sete concorrentes a presidente neste ano nessa situação, sendo que dois terços (cinco) precisam aceitar as regras propostas para o encontro.


No caso da internet, a liberdade é plena. Não existem restrições. Dessa forma, o debate Folha/UOL entre presidenciáveis deve ser o primeiro -e talvez o único- no primeiro turno que contará apenas com os três candidatos principais -sem necessidade de convidar os postulantes com taxas muito pequenas nas pesquisas.


Nos quatro debates já anunciados por emissoras de TV (Bandeirantes, Rede TV!/ Folha, Record e Globo), o número de candidatos presentes deve ser maior do que três, tornando o confronto de propostas mais difícil.


As negociações da Folha e do UOL com os três candidatos para chegar a um acordo sobre data e formato se arrastaram por quase seis meses.


Apesar de a lei ser clara, parte dos candidatos mostrou incerteza sobre realizar o encontro sem atender às regras impostas à TV e ao rádio.


Como meios de comunicação não podem formular perguntas diretamente ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral, a Folha e o UOL fizeram então um pedido de esclarecimento por meio de consulta formal apresentada pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ). O TSE dirimiu todas as dúvidas no dia 16 passado, liberando a web para realizar debates eleitorais.


Durante as negociações para preparação do debate Folha/UOL, chegaram a ser propostas datas em abril, maio, junho e julho. Serra e Marina acabaram aceitando a data de 19 de julho, mas Dilma preferiu o encontro apenas em agosto.


‘A confirmação da presença da candidata Dilma Rousseff nesse evento da Folha e do UOL mostra nossa disposição de debater programas para o Brasil seguir mudando’, declara o coordenador de comunicação da campanha petista, o deputado estadual Rui Falcão (SP).


‘O candidato José Serra participará do debate da Folha e do UOL porque está disposto a confrontar ideias e propostas. Só lamentamos que a candidata do PT tenha preferido fazer esse debate apenas em agosto e a Folha tenha concordado com isso’, informou a equipe de campanha do tucano.


Para João Paulo Capobianco, coordenador da campanha de Marina, ‘o debate na Folha e no UOL é fundamental para promover um amplo diálogo com a sociedade’.’


 


 


COPA


Maradona critica juiz, dá patada e, no fim, sorri


‘Após o jogo contra o México, Maradona chega à entrevista fumando cigarro, o qual deixa com um assessor. Cara de estressado, troca piadas por respostas ríspidas e ataca a arbitragem, apesar do erro crasso a favor de sua equipe.


Refletia o ambiente pesado durante o jogo. De início, foi questionado se Samuel, que estava machucado, voltaria no lugar de Burdisso.


‘É uma pergunta boba. Vai jogar o melhor. Não é o momento de perguntar de Samuel’, rebateu Maradona.


Mais à frente, foi a vez de outro jornalista tomar patada. Indagado sobre a Alemanha, o próximo rival, o técnico se recusou a falar. ‘Estou no jogo do México. Amanhã [hoje], vou pensar na Alemanha. Diga o que quiser.’


Um repórter quis saber sobre a arbitragem. E, surpreendentemente, Maradona reclamou. Para ele, o árbitro prejudicou a Argentina porque não deu cartões em faltas cometidas sobre Messi.


A ausência de punição por entradas em Messi é uma reclamação constante do treinador neste Mundial.


Com o tempo, Maradona relaxou. Falou que nas quartas será difícil. ‘A Alemanha é diferente, mais forte. Vamos ver que atletas escolho.’


E fechou a entrevista, rindo, de bom humor.’


 


 


Entidade põe imprensa na pele de bandeirinha


‘A Fifa convidou jornalistas para serem bandeirinhas por um dia, num evento que será realizado amanhã em Pretória. A ideia, segundo a entidade, é que a mídia interessada ‘experimente o trabalho desafiador dos assistentes na questão dos impedimentos’ nos jogos. Terceiro de uma série de encontros da imprensa com responsáveis pela arbitragem da entidade internacional, o evento também terá treinamento físico para os juízes e simulações de exercícios, inclusive com o irritante barulho das vuvuzelas.’


 


 


Marcos Augusto Gonçalves


No Sportv, foi gol na hora; no Twitter, Jagger é tremendo pé-frio


‘O Luiz Carlos Júnior, no Sportv, estufou o peito e mandou: ‘Gooooooooll!’. Ao contrário de outros, não precisou de replay para ver que o chute de Lampard teve endereço certo. Bola dentro.


Um cara enviou mensagem ao ‘Guardian’ on-line para lembrar a experiência da Liga Europa, que usou juízes de linha. Já que a Fifa não gosta de eletrônica, poderia adotar a medida, ao menos em algumas competições.


E, no Twitter, não restou dúvida: Mick Jagger, tremendo pé-frio. Eliminou Estados Unidos e Inglaterra. 😉


Entre uma partida e outra, coletiva do Dunga. Deu a impressão de que, apesar das tradicionais perguntas bobas e respostas evasivas, imprensa e técnico encontraram um padrão pragmático e profissional de relacionamento. Era o que estava faltando.


Vai ser lindo os ‘meninos da Vila’ da Alemanha x Argentina. #começouacopa.’


 


 


Nelson de Sá


Umbabarauma


‘Às vésperas da Copa, a página da Nike no YouTube postou um ‘teaser’ da nova gravação de ‘Ponta de Lança Africano (Umbabarauma)’, de Jorge Ben Jor com Mano Brown. Mais uma semana e entrou no ar o ‘clipe oficial’.


Mais uma semana e o vídeo estava no ‘Fantástico’.


Brown já havia surgido na capa da ‘Rolling Stone’ para anunciar sua reunião com Ben Jor e a multinacional. No crédito da campanha, ao longo do mês, ‘Realização Nike Sportswear’. Com atraso de mais de duas décadas, marketing e indústria cultural se dobraram ao rap, afinal. Efeito da primeira Copa na África, em parte ao menos.


Com os consumidores de Estados Unidos, Europa e Japão em refluxo pelos próximos anos, Nike e outras corporações refazem planos e buscam compradores nos brasileiros recém-chegados à classe média, nos chineses que acordaram para as greves, nos africanos de norte a sul.


Quando a África do Sul perdeu para o Uruguai e iniciou a série de reveses de seleções do continente, as reações foram de condescendência por aqui.


Se negros perdiam, outros marcavam e venciam, pelo Uruguai, Chile, até Suíça, era o que se ouvia. Se havia derrotados, eram os técnicos brancos que impunham retrancas às seleções africanas.


Futebol não segue trama linear, a explicação de vitórias e derrotas é muitas vezes conflitante com o que se previa e prescrevia horas antes. Mas a pouca certeza que surgia, já então, em meio às derrotas africanas, era que a Copa do Mundo acontecia sem maiores reveses de organização.


Com esforço, era possível questionar a qualidade de um gramado, a plateia sem lotação de um jogo; mas, como declarou com orgulho um sul-africano, sorrindo em uma TV brasileira, já eliminada sua seleção, a Copa calou quem não acreditava na África.


Os EUA, que se esforçam agora por maior identificação com os emergentes, não mais os estagnados Japão e Europa, bem que tentaram abraçar o futebol nos últimos dias.


Apesar da xenofobia dos porta-vozes da direita contra o esporte, de Glenn Beck a Dan Gainor, este falando até em ‘escurecimento da América’, como denunciou o site Media Matters, a febre só foi até sábado. Com Clinton no estádio e Obama trocando agenda para ver o jogo, foi significativo que o fim do sonho americano ocorresse diante de Gana.


E a cobertura que antes mostrava condescendência passou, de uma hora para outra, a listar louvores, dados positivos: de que a seleção ganense havia vencido o Mundial sub 20 e sido vice-campeã da África, de que até surgir Camarões, nos anos 80, foi o melhor futebol africano etc.


Até o técnico branco conseguiu alguns elogios. E o ponta de lança Asamoah Gyan, da Puma, não da Nike, ganha ares de Umbabarauma.’


 


 


TELEVISÃO


Laura Mattos


Fernanda Montenegro topa fazer ‘Passione’ até o fim


‘Aos 80 anos, Fernanda Montenegro já havia declarado que não faria mais uma novela inteira, por ser um trabalho muito cansativo.


Mas abriu uma exceção e aceitou permanecer em ‘Passione’ até o final, de acordo com o autor, Silvio de Abreu.


Sua condição especial de contrato com a Globo colocava sua personagem, a heroína Bete Gouveia, como principal alvo do ‘assassinato’ que o autor ‘cometerá’ no meio da trama.


Ele declarou que um dos protagonistas será morto.


Em ‘Belíssima’ (2005/06), também de Abreu, a personagem de Fernanda, Bia Falcão, forjou a própria morte e sumiu. Assim, a atriz conseguiu voltar às gravações apenas na reta final, quando a vilã reapareceu viva.


À Folha, Abreu revelou que desta vez Fernanda ‘vai fazer a novela inteirinha’.


Mas, para não tirá-la da lista de ‘assassináveis’ e manter o mistério, completou:


‘Isso não quer dizer que ela não possa morrer. O que eu disse foi que um dos personagens principais vai morrer e vai mesmo. Mas quem????????’, escreveu o autor, assim mesmo, com oito pontos de interrogação.


Além de Fernanda Montenegro, estão entre os protagonistas Tony Ramos, que interpreta seu filho, Reynaldo Gianecchini e Mariana Ximenes, os vilões, entre outros.


Mochileiro A Bandeirantes está aproveitando a Copa da África para testar a geração de imagens por meio da telefonia 3G. Um cinegrafista coloca o kit com o transmissor, chamado de Netlink, em uma mochila nas costas e, de moto, vai seguindo e filmando o ônibus da seleção brasileira.


Jetsons Quem tem iPhone e iPad e quer acessar o conteúdo da Copa da Globo tem de fazê-lo por meio da loja brasileira da Apple. Os direitos da emissora só são válidos para o mercado brasileiro. O nome do aplicativo, com vídeos e telas interativas, é Central Copa.


Tribo Após participação na novela da Globo ‘Caras & Bocas’, o ator Nuno Leal Maia entra na floresta para atuar no longa-metragem ‘Tainá – A Origem’, cujas gravações começam nesta quinta-feira.


Se chover Nas férias, a TV Rá Tim Bum, canal infantil pago da TV Cultura, exibirá episódios de programas com estreia programada para o segundo semestre. A partir do próximo sábado, a ‘Sessão Pré-Estreia’ terá séries novas de animação como ‘Sidnei’, ‘Mansão do Dr. Ambrósio’ e ‘Nilba e os Desastronautas’.


Gisele O ‘Fantástico’ insistirá no concurso ‘Menina Fantástica’, que até agora não emplacou modelo importante no mundo da moda. A terceira edição estreia em 11 de julho. O quadro, feito em parceria com a agência Mega Model, percorrerá 200 cidades.


Comboio No ‘Busão’, novo reality show da Band, dez veículos acompanharão o ônibus que levará os candidatos de Fortaleza a São Paulo. A estreia será em 25 de julho.’


 


 


‘Caso Cerrado’ é o primeiro programa em espanhol no Emmy


‘A atração do canal americano Telemundo é o primeiro programa falado em língua espanhola nomeado para o Emmy, na categoria voltada para programas sobre Justiça.


Em ‘Caso Cerrado’, a apresentadora cubana Ana Maria Polo arbitra diversos casos levados por participantes voluntários, analisando e discutindo as evidências.


O programa tem média de audiência de 1,3 milhão de espectadores nos EUA e é exibido em mais de 30 países.’


 


 


PUBLICIDADE


AlmapBBDO recebe o prêmio de agência do ano em Cannes


‘A AlmapBBDO, de Marcello Serpa e José Madeira, venceu o prêmio de agência do ano no Festival Internacional de Publicidade de Cannes, na França.


O prêmio foi anunciado na noite de sábado, na cerimônia de encerramento do festival. Ele se soma a outros 57 leões em 12 categorias conquistados pelo Brasil, a maior premiação do país na história do festival.


O leão de agência do ano é concedido de acordo com o somatório de pontos obtidos nas diversas categorias do festival. A agência brasileira ganhou mais de dez troféus, incluindo o único Grand Prix do Brasil.


O Leão de Prata de agência do ano foi para a Y&R de Nova York. O bronze foi para a Wieden+Kennedy, de Portland, nos Estados Unidos.’


 


 


CULTURA


Michael Kimmelman, NYT


TV turca influencia hábitos no mundo árabe


‘Um homem sem camisa acende velas no quarto. Uma mulher aparece na porta. ‘Vamos, não podemos nos atrasar’, ela suplica, mas seus olhos transmitem outra mensagem.


É apenas um dia de trabalho como outro qualquer para os astros e estrelas de ‘Gumus’, a telenovela turca que, nos dois anos desde que entrou em cartaz no Kanal D, vem oferecendo ao país não apenas o milagre das preliminares ao sexo na televisão diurna, como também o compêndio de praxe de reviravoltas malucas em sua trama.


Não há nada nisso que surpreenderia um espectador ocidental. Mas a TV turca inovou no setor das telenovelas, ao mostrar sequestradores, adúlteros e personagens envolvidos em tramas rocambolescas -todos muçulmanos. E o público árabe está fascinado.


Liderada por ‘Gumus’ (ou ‘Noor’ em árabe), uma onda de seriados e novelas turcos, incluindo melodramas, seriados policiais e thrillers sobre conspirações, vem abrindo caminho nos aparelhos de TV árabes, exercendo uma espécie de ‘soft power’.


Pela telinha, a Turquia começou a exercer sobre a cultura árabe uma influência profunda de um tipo com o qual os EUA só podem sonhar. E, não por coincidência, suas exportações culturais também têm favorecido as ambições políticas da Turquia.


As mulheres árabes, em especial, estão deixando clara a admiração que sentem pela história da personagem-título de ‘Noor’, uma mulher forte, com tino para os negócios e que tem um marido chamado Muhannad que a adora.


A pediatra saudita Shafira Alghamdi, que passava férias em Istambul neste mês, explicou que os maridos árabes com frequência ignoram suas mulheres. Em ‘Noor’, dentro de um contexto de casamentos arranjados ainda familiar para os árabes, Noor e Muhannad se amam e se admiram abertamente.


‘Muitos homens sauditas sentem ciúmes sérios de Muhannad, porque suas mulheres dizem ‘por que você não pode ser mais como ele?’, contou Alghamdi. Enquanto isso, ela própria ilustrava outra consequência da novela: o repentino e espetacular boom do turismo árabe na Turquia.


Mesmo os ‘fatwas’ (decretos) de clérigos sauditas pedindo o assassinato dos distribuidores da telenovela não desencorajaram uma loja em Gaza de vender cópias dos vestidos usados em ‘Noor’, sem mangas.


Uma charge recente em um jornal saudita mostrou uma pessoa procurando um cirurgião plástico, carregando uma foto do marido de Noor e perguntando ao cirurgião se pode ficar bonito como o ator.


‘Os homens árabes dizem que não veem esses programas, mas assistem, sim’, disse Arzum Damar, que trabalha em Istambul.


‘Em última análise, o importante é a cultura local’, disse Irfan Sahin, executivo-chefe da Dogan TV Holding, a maior empresa de mídia da Turquia, à qual pertence o Kanal D. ‘As pessoas reagem ao que lhes é familiar.’


‘É preciso entender que há pessoas vivendo hoje, até mesmo nesta cidade, que dizem que só aprenderam a beijar, e só souberam que o sexo envolve beijar, quando assistiram a ‘Noor’, explicou Sengul Ozerkan, professora de TV em Istambul. ‘Então você pode imaginar por que o impacto da novela foi tão grande no mundo árabe.’


Colaborou Sebnem Arsu’


 


 


 


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