Quinta-feira, 28 de Maio de 2020
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1074
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VOZ DOS OUVIDORES >

Paulo Rogério

01/02/2011 na edição 627

‘‘À mídia, enquanto espaço público, compete divulgar, e mesmo comentar, o confronto, e extrair dele a opinião convergente, ilesa, protegida das paixões’ – Marcus Figueiredo, escritor

Nem bem o Pré-Carnaval começou e o leitor Fernando Utillano já acusa o jornal de direcionar a cobertura em prol do bloco Bons Amigos. ‘Não é necessário alardear o prejuízo de credibilidade que esse tipo de conduta – mais uma vez – traz para o jornal’ diz. Em janeiro de 2010 o mesmo leitor fez comentário semelhante citando, na época, o Bloco Amici’s. Parece que não ficou convencido das explicações dadas e mantém incredulidade na mídia. De fato o Grupo O POVO fechou acordo comercial com o referido bloco, mas isso não implica qualquer influência em acordo editorial.

As críticas foram enviadas no dia 24, quatro dias antes do início das festas, o que já as coloca dentro da qualificação de ‘precipitadas’. Poucos blocos haviam iniciado período de ensaios. No dia 23, inclusive, foram dadas fotos dos únicos três que saíram às ruas: Bons Amigos, Unidos da Cachorra e Sanatório Geral. Já no dia 28, a manchete do jornal e a publicação do Buchicho Guia abriu espaço para todas agremiações comprovando precipitação do leitor. Além disso, o Portal O POVO Online está desde o dia 14 com um hotsite para que os foliões escolham, democraticamente, os destaques de 2011.

Humor grosseiro

O esculacho, a ironia e a irreverência fazem parte da cultura do cearense. Uma palavra engraçada aqui, outra de duplo sentido acolá é até normal. Isso ao falar. Quando alcança a linguagem escrita é inevitável o choque. O leitor Cláudio Teixeira diz que ficou ‘envergonhado’ após ler a coluna ‘Aos Vivos’ no Vida & Arte do dia 22. ‘Desnecessário comentar o terrível mau gosto. É ruim até para o povo cearense’. De fato o colunista extrapolou ao satirizar um exame de próstata e usar expressões como – sou obrigado a repetir para contextualizar o fato – anel-de-couro, boga, baitola. Esquece ele que O POVO é usado nas escolas e lido por adultos de várias gerações. Merecem respeito. A graça do humor está no inusitado, na criatividade, não no palavrão.

Comunicação questionada

Aos domingos o caderno Vida & Arte ganha um tratamento especial, assumindo roupagem de suplemento cultural. No dia 16, o tema foi ‘A gênese e poética da pistolagem’. A discussão girou em torno da morte de Idelfonso Maia Cunha, o Mainha. Dois leitores não gostaram do enfoque. O professor Ireleno Benevides sentiu certo apelo. ‘De literatura fala muito pouco, Não vi nada de poético’. Ele critica ainda a escolha de alguns ‘apadrinhados’ que aproveitam para publicar teses acadêmicas. Já Lucio Castelo Branco alega que esses textos só interessam ao autor. ‘Deviam passar informação de forma fácil’.

Concordo que os textos são longos. Alguns chatos mesmo pela própria estrutura. Seus autores poderiam evitar rebuscamento e facilitar a comunicação com o leitor comum. Segundo o editor executivo do Núcleo de Cultura e Entretenimento, Magela Lima, os autores são escolhidos pela vinculação com o tema da edição. Ele descarta experimentações. ‘É da natureza das edições de domingo, um dia em que supostamente o leitor dispõe de mais tempo, esse volume de texto mais acadêmico’. Sobre a questão poética, Magela acredita que não houve exageros. ‘O que nos interessava era aprofundar a discussão sobre a dimensão cultural do fenômeno da pistolagem, bem como sua releitura pela produção artística. Daí, a utilização da expressão em questão. Obviamente, o caderno transitou por outros assuntos’.

Sem justificativa

A leitora Celina Corte estranhou a forma como o colunista Alan Neto tratou a saída do mercado cearense da Drogaria São Paulo na nota ‘Já vai tarde’, publicada domingo, em coluna na página 2. Para ela, o texto foi preconceituoso. ‘Jornalistas são iguais a todo mundo: têm afeições, preferências, interesses. Contudo, tais sentimentos devem ser contidos para não sobrepujarem a ética da notícia’. Ela tem razão. O jornalista deve ser profissional suficiente para separar seus interesses do interesse público. A nota pisa na ética ainda ao afirmar que a rede desistiu de ‘concorrer na terra do grande Deusmar Queiroz’ (dono da Pague Menos, concorrente direta). É bom lembrar que o fechamento das lojas deixou dezenas de pessoas sem emprego. Algo a se lamentar e não para comemorar!

Esquecido pela mídia: Agressão ao jornalista Vicente Araújo, de Iguatu, ocorrida em fevereiro de 2010

FOMOS BEM

RUAS INUSITADAS

Série conseguiu mostrar contradições e histórias das ruas e seus nomes curiosos.

FOMOS MAL

REFINARIA

Jornal deixou de publicar entrega dos estudos da Petrobras sobre impactos ambientais no Pecém.’

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